Pedro Bento, director de projectos da Sinerconsult

Não é possível motivar e mobilizar equipas sem apostar na formação contínua

Como vê hoje a adesão dos trabalhadores portugueses em geral, a processos de formação contínua nas suas entidades empregadoras?

De forma muito positiva. Esta realidade mudou radicalmente de dinâmica nos últimos cinco anos. A partir do momento em que as pessoas compreenderam a vulnerabilidade actual das situações de emprego outrora estáveis, passaram a encarar a formação como um aliado e não como um inimigo. Pode afirmar-se que, de um modelo comportamental passivo, passamos claramente para um modelo activo na procura de aquisição e aperfeiçoamento de competências. Hoje as pessoas participam com entusiasmo nas acções formativas que as entidades empregadoras colocam à disposição dos trabalhadores e tornam-se, inclusive, actores da mudança, com uma atitude aberta e positivamente indutora da reflexão sobre a melhoria dos processos internos de trabalho e organização.

E em relação às chefias superiores e dirigentes? Do seu ponto de vista, qual é o posicionamento destes agentes perante este importante factor dinâmico de competitividade que é a formação profissional?

Houve muita coisa que mudou. Já existem muitos decisores de organizações públicas e privadas que perceberam que não é possível motivar e mobilizar equipas sem se apostar na formação profissional contínua. Não se consegue focar os trabalhadores nos objectivos e na missão da organização se não houver uma cultura permanente de envolvimento com as suas causas e de identificação,  com o “modus faciendi” e o “estado da arte”. Os trabalhadores mobilizam-se facilmente quando vêem preocupação dos seus dirigentes com a modernização.  Pelo contrário, quando sentem que trabalham numa organização que não evolui, temem pelo seu futuro, acomodam-se e produzem o mínimo possível, dando muito pouco de si. O valor só se gera com conhecimento. Tão importante como os conhecimentos novos, a formação traz consigo ideias novas, perspectivas novas e conexão à modernidade e à inovação.

O que é para si a fórmula de sucesso de um projecto de formação profissional apoiado por Fundos Estruturais em parceria com uma entidade formadora?

Olhe…, nunca desrespeitar nem frustrar. Não tem qualquer segredo. Apenas seriedade, trabalho intenso e articulado, profissionalismo e proximidade. São estes os pilares da nossa forma de trabalhar, desde 2000, o ano de fundação da Sinerconsult. Para um trabalho articulado, além de estabelecer com o cliente uma relação institucional respeitosa e sólida, é importante estabelecer partenariados técnicos com quem conhece de perto as realidades económicas das entidades empregadoras.

Mas qual deve ser a preocupação central com o valor a proporcionar na formação?

A partilha e a aplicação do conhecimento, feitos com bons mestres. São aqueles formadores que fazem tudo para que os trabalhadores e entidade empregadora, integrem o conhecimento nas suas práticas diárias, e em que muitas vezes, actuam, por amor à camisola, como consultores e agentes da mudança. E isso é altamente valorizado por todos. Dá muito trabalho mas dá muito prazer servir o futuro!

O que devem as entidades empregadoras fazer nesta fase, enquanto os novos Programas de Apoio não estão ainda a funcionar? 

Devem reflectir sobre as suas necessidades de formação e pedir a ajuda de entidades formadoras com experiência no seu sector de actividade. Os programas a que refere estão para abrir há mais de um ano e já ninguém consegue prever datas. É algo que não integra uma existência coerente e estável. Para não comprometerem a necessidade de executarem os seus planos de formação, as entidades devem ajustá-los às regras que existem (ou que não existem), ou seja, devem balancear as suas necessidades com as exigências legais, em matéria do nº mínimo anual de horas de formação, nos termos do Código do Trabalho e da ACT.

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